Sonhos e Metas

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra sonhos por metas. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.
A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os vencedores dizem: Por que não?Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito, mas sempre temos tempo para fazer de novo...
Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento subversivo, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos, porém o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.
Sempre que ensinar, ensine também a duvidar do que ensina.
Não precisamos saber nem como nem onde, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: Para que tenho que fazer isso? Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido por sua profissão, por sua empresa?
Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos e nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos. Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.
Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo; sucesso é fruto da ousadia e vontade de se tornar cada vez melhor.
Antes de querer mudar o mundo, mude-se.

Com o mercado altamente competitivo, o qual pode-se notar pelo grande número de concorrentes, pelas promoções de venda cada vez mais agressivas, pelos clientes cada vez mais exigentes, pelas menores possibilidades de errar e ainda manter-se no mercado, surge a necessidade de aprimoramento contínuo. Em função destes fatos, cada vez mais se fala em fidelização de clientes, as empresas e, principalmente, os profissionais precisam rever seus conceitos relativos ao modo de como lidar com os eventos do dia-a-dia.
É necessário romper barreiras, abandonar as concepções de como a realidade é ou como acreditamos que ela seja, enxergar onde outros não enxergam e admitir que temos que nos adaptar sempre aos novos acontecimentos e que isso implica em rever constantemente nosso modo de agir e pensar. Aprender hoje não se dá pelo acúmulo de conhecimento, e sim pela capacidade de refinar aquilo que estamos vendo, ouvindo, sentindo na pele, para daí formarmos um modo de agir centrado na necessidade de ser o melhor sempre. Contudo, ser o melhor não significa ser melhor que alguém ou alguma empresa: ser o melhor significa ultrapassar nossos limites.
Complicado? Pois bem, por onde começar?
O começo se dá pela humildade em admitir que temos muito a melhorar sempre. Em seguida, comece a observar outros profissionais de sua área, não necessariamente somente do seu ramo de atividade, mas outros profissionais que você considera que sejam bons ou de preferência excelentes. Extrapole e observe outros profissionais, não necessariamente os que têm a mesma função que você, e verá que existe muito a aprender e que muita coisa pode ser feita.
Busque conhecimento técnico através de livros, revistas especializadas, cursos, palestras, Internet e conversas com outros profissionais. Porém, lembre-se de que há dois pontos importantes a serem considerados: o primeiro é existir uma tendência em buscarmos conhecimento apenas de assuntos diretamente relacionados ao nosso ramo, profissão ou dia-a-dia e que perdemos muito ao não considerarmos outras áreas que podem ajudar de forma direta ou indireta na nossa formação e competência; o segundo, nenhum conhecimento será útil se não puder ser traduzido em algum tipo de ação prática que venha agregar valor ao nosso cotidiano.
Não se perca em detalhes que não acrescentam, pois, em geral, eles apenas tomam tempo e o resultado final é uma considerável perda do foco. Avalie-se constantemente e descubra em que evoluiu e em que deve melhorar. Aprenda a se relacionar com pessoas, pois isso definirá muito de como as oportunidades e ameaças acontecerão em sua vida pessoal ou profissional. Outrossim, lembre-se, por mais delicada que seja a situação, de que sempre existem dois lados e que não necessariamente você sempre está certo.
Escute mais o que seu cliente tem a dizer e não busque conduzir a negociação ou conversa: primeiro ouça o que ele tem a lhe dizer e somente então lhe dê a resposta. Muitos profissionais se perdem nesse ponto, pois, em geral, tendem a querer fechar o melhor negócio sob sua ótica e não sob a ótica do cliente.
Movimento de dentro para fora.


Vivemos num mundo cheio de “Diferenças”e “Diferentes”. As pessoas são diferentes entre si, existem diferenças sociais, de raça, cultura,religião, hábitos e costumes.
Questões básicas da motivação

A questão básica é...
Por que algumas pessoas se sentem altamente motivadas para realizar determinadas tarefas que a outras parecem enfadonhas, desinteressantes, ilógicas, malucas, muito certinhas, completamente sem parâmetros ou desprovidas de 'glamour'?
Isso ocorre porque as pessoas têm valores diferentes, necessidades diferentes,interesses diferentes, organização familiar diferente, diferente, formação profissional diferente, enfim, uma históriade vida diferente que condiciona suas motivações.
Necessidades primárias – Maslow
Abraham Maslow, na década de 50, desenvolveu uma teoria tomando como eixo a questão das necessidades humanas. Para ele, tais necessidades estão organizadas hierarquicamente, e a busca para satisfazê-las é o que nos motiva a tomar alguma direção.
Maslow distingue dois tipos de necessidades – primárias e secundárias. As necessidades primárias – que formam a base da hierarquia – são...
Maslow cita o comportamento motivacional, o qual é explicado pelas necessidades humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação. Para que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Esta teoria nos dá ideia de um ciclo, o ciclo motivacional.
Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevem a frustração do indivíduo que poderá assumir várias atitudes...
Quando a necessidade não é satisfeita e não sobrevindo as situações anteriormente mencionadas, não significa que o indivíduo permanecerá eternamente frustrado. De alguma maneira a necessidade será transferida ou compensada, e a partir disso perceber-se-á que a motivação é um estado cíclico e constante na vida pessoal.
A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se suas necessidades básicas estiverem insatisfeitas.
O comportamento humano, neste contexto, foi objeto de análise pelo próprio Taylor, quando enunciava os princípios da Administração Científica. A diferença entre Taylor e Maslow é o primeiro somente enxergar as necessidades básicas como elemento motivacional, e o segundo perceber que o indivíduo não sente, única e exclusivamente, necessidade financeira.
Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas – necessidades fisiológicas – e no topo, as necessidades mais elevadas – as necessidades de auto-realização.
* necessidades de auto-realização
* necessidade de status e estima.
* necessidades sociais – afeto
* necessidades de segurança.
* necessidades fisiológicas
De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc. As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As necessidades sociais incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.
A necessidade de estima envolve a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social, de respeito, de status, de prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia. A necessidade de auto-realização são as mais elevadas de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente.
Necessidades secundárias

Segundo Maslow, as necessidades secundárias são as afetivo-sociais, as de estima e as de auto-realização, estas últimas constituindo o topo da hierarquia.
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necessidades afetivo-sociais
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Referem-se a nosso desejo de amar e de sermos amados, de pertencermos a um grupo. |
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necessidades de estima
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Relacionam-se a nossa auto-estima, ao desejo de sermos reconhecidos, de termos prestígio, status. |
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necessidades de auto-realização
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Dizem respeito à realização de nosso próprio potencial, como, por exemplo, em tarefas desafiadoras. |
Para Maslow, na medida em que as necessidades mais baixas da hierarquia vão sendo satisfeitas, elas vão dando lugar às que se encontram nos pontos mais altos da hierarquia. Contudo, isso não é, digamos, engessado. Por exemplo, se estamos com muita fome, não queremos saber de ficar fazendo outras coisas, mesmo que isso realize nosso potencial.
A auto-estima pode ser conceituada de várias maneiras, uma delas é a avaliação favorável de si mesmo, e nós fazemos uma série de auto-avaliações de diferentes aspectos da nossa vida. Assim, é possível ter uma boa auto-estima com relação ao nosso trabalho e uma baixa auto-estima no que diz respeito à nossa aparência física. A auto-estima não é algo que se tem ou não, ela pode ser desenvolvida.
Escutamos muito falar sobre auto-estima, mas nem sempre é claro o porquê da sua importância. Na realidade, o conceito que a pessoa tem de si mesma influencia todas as suas experiências de vida. A construção de uma boa auto-estima não é um remédio para todos os males, mas é indiscutível que sentir-se bem com relação a si mesmo é um ingrediente fundamental para ter força e segurança para enfrentar os novos desafios da vida. Se levarmos em conta que enfrentamos quotidianamente novas situações e que nem sempre nos sentimos confiantes, é útil ter auto-estima suficiente para encarar estas mudanças.
Ter uma auto-estima fortalecida não significa que nunca nos sentiremos deprimidos, confusos ou ansiosos, mas ter um bom autoconceito é garantia de sentir-se autoconfiante e poder contar com seus próprios recursos para superar um momento difícil. As pessoas com baixa auto-estima têm, em geral, problemas de adaptação a mudanças, pois não tem certeza se podem contar consigo mesmas em em determinadas situações.
Lidar com as críticas é uma forma de manter a auto-estima equilibrada.
Levando-se em conta que o nosso autoconceito pode se modificar em função das nossas experiências, nós temos a responsabilidade e a possibilidade de fazê-los evoluir positivamente. Se você deseja fortalecer a sua auto-estima, melhorá-la, ou motivar as pessoas que estão ao seu redor, você encontrará vários conceitos e estratégias úteis para este fim desde a maneira que você cuida de seu corpo até mudanças de determinados padrões de pensamentos.
No que diz respeito ao seu corpo, prestar atenção em si mesmo é a base da auto-estima. Ela amplia a autoconsciência e é também fundamental para a saúde. A cada momento, o corpo nos dá um feedback sobre nosso estado. Neste sentido, passamos a entender o quão importante é prestar atenção em nós mesmos, em nosso corpo, em nossas experiências e, sobretudo, em nosso momento atual. A conexão estabelecida entre o corpo e a mente leva-nos a seguinte conclusão: você não pode criar a expectativa de se sentir bem se ignorar as necessidades do seu corpo.
Uma atitude de respeito e cuidado com o corpo – refletida em práticas de saúde sensatas – tende a influenciar positivamente os sentimentos de alguém em relação à sua própria essência. Todo o tempo investido na sua saúde física tende a melhorar a sua saúde mental. Na prática, isto significa ter um estilo de vida saudável: durma o suficiente, mexa-se, alimente-se de forma saudável, relaxe, respire.
Quanto às nossas crenças e valores, alguns deles podem ser motivadores, permitindo-nos opções de escolha e liberdade congruentes com as nossas vontades. Outros podem arruinar pouco a pouco nossa auto-estima oprimindo-nos e restringindo as nossas ações inadequadamente. Certas crenças inflexíveis podem criar modelos rígidos de comportamento, favorecendo a sensação de culpa, se não as seguirmos cegamente. A proposta é poder avaliar se as suas crenças e valores o conduzem para os resultados que você deseja ou se arruínam a sua auto-estima.
No que se refere aos nossos pensamentos, nós os utilizamos para criarmos determinados hábitos para interpretar e perceber a realidade. Entretanto, se forem mal empregados, podem abalar muito o nosso sentimento de autovalorização. A boa notícia é que se os seus pensamentos desencadeiam sentimentos que minam a sua auto-estima, isto não passa de um mau-hábito que pode ser mudado. É importante conhecer estes padrões de pensamento e hábitos para avaliar como podemos ter novas e melhores opções de perceber a realidade
Outro conceito fundamental para a manutenção da auto-estima é a assertividade. Ter um comportamento assertivo significa tomar as suas próprias decisões sobre o que você irá ou não fazer e aceitar as conseqüências e a responsabilidade pelo seu comportamento. Ser assertivo supõe ser autêntico e estar disposto a defender as suas ideias de maneira clara e em contextos apropriados. Com auto-estima você tem autoconfiança para ser você mesmo e ser capaz de se expressar de acordo com suas próprias opiniões. Exprimir com clareza os seus desejos e necessidades não garante que você seja sempre bem-sucedido, mas é um meio de fortalecer a sua auto-estima, na medida em que você passa a assumir o controle de sua própria vida, de acordo como os seus próprios padrões e não com os dos outros. Neste sentido aprender algumas técnicas de assertividade pode fortalecer muito a sua auto-estima.
Aprender a lidar com críticas também é uma forma de manter a sua auto-estima equilibrada. Quando o perfeccionismo é levado ao extremo, ele se torna um inimigo da auto-estima: você procura seguir padrões irreais, está constantemente se desvalorizando e nunca sente que o que pensa ou faz está suficientemente bom. Abstraindo-se as reações emocionais que as críticas podem provocar, o que fere a nossa auto-estima não é só a avaliação em si, mas também a forma como ela é feita. Na grande maioria das vezes, as críticas são feitas sem o menor tato ou habilidade e podemos ser pegos de surpresa quando menos esperarmos. Neste sentido, quando se trata de críticas é útil dissociar o conteúdo da crítica da forma que ela está sendo que a crítica é apresentada.
A qualidade dos nossos relacionamentos tem um grande impacto na qualidade de nossas vidas, inclusive na construção e no fortalecimento da nossa auto-estima. Embora o conceito de confiança seja abstrato, sem ele não poderíamos desenvolver bons relacionamentos. A ideia é aumentar as suas ações para construir um relacionamento baseado na confiança. Você não precisa contar tudo a respeito da sua vida para seu parceiro(a) mas precisa ser honesto no que decidir contar, se deseja construir um relacionamento baseado na confiança.
Questão da satisfação – Herzberg

Frederick Herzberg, na década de 60, focalizou a questão da satisfação para formular sua teoria. Segundo ele, existem dois fatores que explicam o comportamento das pessoas no trabalho...
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fatores higiênicos
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Localizam-se no ambiente de trabalho. São extrínsecos a nós. Nessa categoria, estão elencados salário, benefícios sociais, condições físicas de trabalho, modelos de gestão, relacionamento com os colegas... Os fatores higiênicos, se presentes, deixam de nos causar insatisfação, mas não chegam a nos causar também satisfação. Um bom salário pode não ser garantia de satisfação no trabalho, por exemplo. Contudo, se ausentes, os fatores higiênicos causam insatisfação. |
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fatores motivacionais
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São intrínsecos, isto é, dizem respeito a nossos sentimentos de auto-realização e reconhecimento. Se presentes, causam-nos satisfação. Se ausentes, deixam de causar satisfação, mas não chegam a nos causar insatisfação. |
teoria de Herzberg também tem sofrido críticas. Algumas pessoas atribuem seus sentimentos de satisfação a seus próprios talentos, e os de insatisfação, às forças ocultas, ao inimigo que está lá fora.
Logo, satisfação ou insatisfação são questões de ego.
As pessoas interpretam, em geral, o mundo sob sua própria ótica. Durante o dia recebemos dezenas, centenas, milhares de estímulos que nos levam a conceituar, classificar, julgar, avaliar, validar ou não uma situação de acordo com aquilo que acreditamos ser verdade, ou seja, vemos o mundo segundo nossa percepção do que é verdade, do que é certo. Vemos o mundo segundo nossa própria lente.
Tendemos a condenar, repelir, repudiar tudo aquilo que acreditamos ser uma ameaça a nós, a nossa empresa, a nossa vida em comunidade ou ainda nossa vida profissional. A princípio parece que o ser humano tem uma tendência forte a autopreservação, uma tendência a estar defendendo com unhas e dentes aquilo que lhe é de interesse, seja sua família, seus amigos, seu emprego, seus produtos, sua empresa.
Até este ponto parece ser relativamente fácil concordar com as afirmações acima.
No entanto, surge um questionamento: se temos todo este ímpeto para defender nossos interesses, qual o motivo de passarmos, às vezes, 8, 10, 12 horas trabalhando, longe das nossas famílias, ou ainda, realizando tarefas, convivendo com pessoas ou enfrentando situações que, muitas vezes, não gostamos ou nos deixam desmotivados, insatisfeitos, nos forçando a realizar nosso trabalho apenas por pura e simples obrigação, para cumprir tabela como se diz no futebol ?
Será que compensa passar a vida reclamando, criticando outras pessoas – colegas, clientes, chefes, o bispo? Até que ponto cuidamos da nossa própria satisfação? Quanto tempo dedicamos a nossa realização pessoal e profissional? Quantos de nós param cinco minutos por semana para pensar no rumo a ser seguido na vida?
Alguns podem achar que isto é utópico, pura fantasia, irrealista. Observe, no entanto, as pessoas de sucesso, cada uma trilhou um caminho diferente, mas todas têm em comum ao menos um ponto: um forte desejo ou aspiração ou ainda traçaram um rumo para a própria vida. Isto é, são apaixonadas pelo que fazem e buscam sempre serem melhores.
Por que seguir as pegadas deixadas por outras pessoas? Por que seguir o caminho que foi imposto pelas condições da vida? Por que aceitar isto?
Quantas pessoas sonharam ser técnicos de não sei o quê. Assistente de sabe-se lá o quê. Quantos fizeram cursos superiores em áreas que não tinham afinidade, e justificam com a seguinte frase: não era bem o que eu queria, mas um dia ainda faço aquele que quero.
Até onde me consta, não existe uma lei ou regra que diga que devemos viver fazendo coisas das quais não teremos orgulho mais tarde. É possível sim fazer o próprio caminho. Se ele não existe, o que o impede de criá-lo?
Ah sim... A vida não é bem assim, não é? Somente posso argumentar que é lamentável. Há uma frase de Leon Tolstoi que diz o seguinte: Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira. E para complementar uma frase de Constantin Bracusi que diz que As coisas não são difíceis de fazer, o difícil é nos dispormos a fazê-las.
Esqueça esta postura, para quem quer, desculpas não vão faltar. Portanto, se você vê a vida com a lente dos derrotados, desanimados, daqueles que acham tudo tão difícil, comece a se preocupar, afinal, vivemos do passado, ou seja, o que vivemos hoje, em geral, é conseqüência do que fizemos anteriormente.
Você conhece alguém que conseguiu sucesso – e não estou falando necessariamente de dinheiro – reclamando, achando tudo difícil, criticando os outros?
Pois bem, ser ou levar uma vida medíocre é uma questão de opção. No entanto, só pode se lamentar aquele que tentou de verdade, até o fim, aquele que deu o seu melhor. Não tenha a ilusão de ser perfeito, nunca atingiremos este status, no entanto, isto não deve lhe impedir de buscar ser perfeito.
Você quer o quê da sua vida? Como pretende ser lembrado?
Uma coisa é certa: você pode passar a vida chorando, ou pode passar a vida vendendo lenços.
A escolha é sua e de mais ninguém.
Reconhecimento e os mecanismos psicológicos

Quando o reconhecimento não se dá, dá-se o contrário da plenitude – a frustração, o vazio. Como não podemos enfrentar o vazio, buscamos preenchê-lo por meio de mecanismos de defesa.
Mecanismos de defesa são, quase sempre, inconscientes. Embora, no fundo, a base de todos eles seja psicológica, podemos agrupá-los em quatro ordens – psicológicos, sociológicos, químicos e tecnológicos.
A todo momento, verificamos que por todos os lados recebemos o envio de mensagens e informações. Por dia, são mais de 2.000 estímulos impulsivos recebidos do instante em que abrimos os olhos até a hora de voltarmos a dormir. Estas mensagens nos são passadas de forma direta e/ou subliminar, através de elementos perceptíveis aos cinco sentidos humanos.
Cores, palavras, sons, formas e cheiros, entre outros, elementos são comuns a todos os instantes, e ao fim, percebemos que a sobrecarga de nossa mente é alta, acarretando uma amnésia temporária de muitos fatos e acontecimentos decorridos, que só quando revividos, seja na forma real ou contada, é que voltam a aflorar em nosso subconsciente.
É assim que todo profissional de marketing trabalha, com inúmeras ferramentas e atributos a sua disposição. As ações são criadas e ativadas ao mercado consumidor de forma a estarem o tempo todo em sua mente, presentes com informações e impulsos de determinadas marcas, slogans, produtos e demais comunicações voltadas à criação e ao desenvolvimento de elementos para o momento da escolha, ponto este, de grande importância para uma organização.
Com a percepção e o subconsciente trabalhados, todo consumidor que se dirige a um ponto-de-venda e defronta-se com o momento da escolha de um determinado produto sempre tem a primeira percepção daquilo que está gravado em sua mente. Frente a uma gôndola de refrigerantes, as cores vermelha e branca são os primeiros elementos surgidos e que induzem à aquisição. Como sabemos, esta decisão é verificada nos últimos cinco segundos, e as marcas e produtos que melhor estiverem trabalhadas e gravadas junto à mente do consumidor levarão a tão sonhada vantagem competitiva e daí a importância de uma comunicação bem feita e muito bem exposta ao mercado.
Por isso, nós, profissionais, estudiosos e seguidores dos grandes papas do marketing moderno, devemos avaliar em nossos planejamentos de ação todos os elementos influenciadores e decisórios de compra, já que o grande número de produtos e serviços da mesma linha, oferecidos ao mercado, atrapalham e confundem cada vez mais a mente dos consumidores.
Por isso, devemos, a todo momento, estudar, usar a psicologia, pesquisar o comportamento do mercado, utilizar muito bem a ferramenta de termômetro, pois as oscilações são muitas, e quem estiver mais antenado aos acontecimentos praticará as melhores ações, aquelas que poderão trazer o melhor e maior retorno aos nossos clientes. Trazer inovações e mudanças ao sistema, não são ações fáceis de serem criadas e efetivadas, mas também, quem disse que entender e praticar marketing é fácil?
Racionalização – fantasia e projeção

Racionalização é uma justificativa que damos para o que sentimos ou fazemos.
A racionalização se aplica sob medida a esse mecanismo a fábula de La Fontaine A raposa e as uvas.
A raposa queria comer as uvas que estavam na videira, lá no alto, mas não podia alcançá-las. Então racionalizou – Também, eu não queria. Elas estão verdes.
Aplica-se também ao caso de alguém que comprou um bilhete da loteca, certo de que iria ganhar. Afinal, até sonhou que estava dirigindo um Mercedes Benz. A pessoa não ganhou e racionalizou – Ser rico é tão chato...
Fantasia é um devaneio, é a troca do mundo que temos por aquele com o qual sonhamos.
Projeção é vermos, nos outros, coisas que, em verdade, são nossas. O inimigo está sempre lá fora.
Por exemplo, uma pessoa com um talento incrível para esquecer tarefas e chegar atrasada foi transferida e projetou – Meu chefe me persegue.
Deslocamento, simbolismo e sublimação

Deslocamento ocorre quando uma emoção associada a uma idéia que é, para nós, inaceitável transfere-se para outra, aceitável.
Por exemplo, quando queremos matarnosso chefe e, obviamente, não podemos, o que fazemos? Gritamos com nossos parentes, chutamos o cachorro, atiramos pratos na parede...
Simbolismo é a representação de um fato psicológico por outro equivalente.Por exemplo, uma mulher, sofrendo assédio sexual e sentindo enorme desdém por quem a assedia, cospe no chão.
Sublimação é o processo de descarregar a energia em ações socialmente aceitáveis.Por exemplo, uma mulher que quer ter filhos, mas não pode tê-los porque não é casada e está submissa aos valores de uma cidade em que não se pensa em produção independente. A solução que ela encontra é criar cães.
Isolamento, compensação e regressão.
Isolamento se revela no estar só na multidão.
É o caso, por exemplo, daquela pessoa que, nas situações menos propícias a isso, pega um livro e, na leitura, isola-se do mundo que a cerca.
É também o caso daquela aluna que vai sempre às aulas de óculos escuros, sem grau, sem estar com conjuntivite, e senta-se no fundo da sala – isola-se do grupo.Compensação é um mecanismo que permite cobrir deficiências pelo desenvolvimento de outras capacidades.
Por exemplo, alguém que é ruim em Redação pode compensar isso cultivando uma letra bonita.
Regressão significa não se comportar de acordo com a idade que se tem.
Por exemplo, a criança que vai ganhar um irmãozinho e volta a chupar o dedo.
Apatia, generalização e somatização.
Apatia é o ato de não ser contra nem a favor; muito pelo contrário.
É o caso, por exemplo, de um engenheiro, altamente motivado, a quem o chefe mandou que fizesse um projeto de casas populares. O engenheiro passou dias e noites debruçado sobre pranchetas e concluiu seu trabalho.
Entregou-o ao chefe em uma manhã. O chefe olhou, desdenhosamente, e disse... Está uma droga!Além disso, rasgou a planta. Naquele momento, o chefe não rasgou um papel, rasgou a alma do engenheiro. O resultado é a apatia do engenheiro em relação a outros projetos.
Generalização é o ato de atribuir a um grupo maior de pessoas ou à humanidade aquelas verdades desagradáveis a nosso ego. O que é particular torna-se universal. Por exemplo, políticos de todo o mundo são falsos; todos os italianos falam demais; o ser humano não presta.
Somatização refere-se a algum tipo de doença provocada por conteúdos psicológicos.
Por exemplo, uma pessoa que toda vez que é contrariada em seus objetivos tem taquicardia. Outra desenvolve uma tendinite justo no braço direito, com o qual digitava sua tese de doutorado, que não via chegar a um fim